Por Jow Oliveira – Diretor de Comunicação SSPMI - Quando ouvimos falar em “população em situação de rua”, muitas vezes nossa mente se trava em rótulos desgastados, estereótipos e distâncias — emocionais e físicas. Mas e se alguém chegasse para dizer: “Há rosto, há vida, há dignidade por trás de cada rosto”? Pois esse alguém existe, e sua voz ecoa forte.
No próximo 27 de agosto, Itapira tem o privilégio de receber Padre Júlio Lancellotti, referência nacional indiscutível na defesa dos direitos dos povos de rua — almas corajosas, invisibilizadas e, por isso mesmo, urgentemente necessárias à nossa atenção. É uma rara oportunidade de escuta, de introspecção e de ação consciente.
"O rosto por trás do rótulo: Romper estigmas e acolher vidas"
Esse é o título que desafia: não queremos apenas palavras bonitas, mas convites à mudança profunda de olhar. O encontro, organizado pela Escola do Legislativo, com o apoio da Prefeitura de Itapira, surge não como espetáculo, mas como compromisso — no sentido mais alto da palavra.
Novo endereço — porque o público não para de surpreender
Tanta foi a adesão ao evento, que o local precisou ser repensado para acolher melhor os participantes. O encontro agora ocorre no Anfiteatro do Bairral (Rua Maria Luíza, nº 91, Vila Pereira), num gesto prático mas simbólico: quando o espaço físico se expande, abre-se também espaço para o novo olhar coletivo.
Por que vale a pena ir até lá?
1. A presença de Padre Júlio Lancellotti, cuja trajetória é um tributo à compaixão: atuante, voz ativa, comprometido com igualdade e dignidade. Sua mensagem nos sacode.
2. Uma proposta transformadora, que vai além do discurso habitual: romper estigmas não é gesto fácil, mas necessário. A ação começa na escuta.
3. O senso de comunidade gerado pelo evento — estamos todos convocados a refletir juntos, sem distância, com empatia — e até com certa ousadia ética.
Um convite que ilumina
Você está convidado — não apenas a assistir, mas a olhar, sentir, repensar. A leitura dessa matéria já é um pequeno gesto: você continua buscando, se informando, questionando. Imagine, então, o que pode surgir quando essa inquietação encontra o palco da Casa da Cultura — ou melhor, o Anfiteatro do Bairral — no dia 27, às 14 h.
Ações simples têm um poder silencioso: sacudir consciências, desarmar preconceitos, fazer de “diferença” algo habitável. E esse encontro é, antes de tudo, uma convocação a isso — a sermos olhares menos habituais, mais atentos.
Se você chegou até aqui, carregue esse impulso. Continue lendo — e, quem sabe, venha participar. Porque escutar o outro é ser escutado também.
