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Reajuste do Servidor Inflação +1% , mas Falta de Diálogo do Executivo Gera Indignação em Ano Crítico.

Por Jow Oliveira Diretor de Comunicação SSPMI | A recente confirmação do reajuste salarial para o funcionalismo público de Itapira desenha um cenário de contrastes agudos. Do ponto de vista numérico, a categoria garantiu a reposição inflacionária acrescida de 1% de ganho real — um avanço que supera a previsão conservadora de apenas 5% (limitada à inflação) confirmada pelo Secretário de Finanças, Valteir Freitas, à Presidente Cristina Gomes durante a audiência do PPA. Contudo, o clima não é de celebração plena, mas de sentimentos mistos e reflexão crítica.

​A insatisfação latente não reside na matemática do reajuste, mas no abismo comunicacional estabelecido pelo Executivo. Enquanto os servidores lutam arduamente para elevar o auxílio-alimentação dos atuais R$ 707,40 para dignos R$ 1.000,00.

​O Sindicato mantém sua coerência: compreendemos a necessidade técnica de elevar o teto do Executivo para destravar os vencimentos de médicos e aposentados que amargam 13 anos de estagnação. Somos favoráveis à justiça para esses colegas.

O Desabafo da Liderança: "Um dos piores anos que passamos"

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Cristina Helena Gomes - Presidente SSPMI

​A Presidente do SSPMI, Cristina Helena Gomes, trouxe à tona a realidade nua e crua dos bastidores do serviço público em 2025. Em um posicionamento firme, ela destacou que o projeto de reajuste "desceu" para aprovação sem a mínima consideração pela pauta protocolada meses atrás, ignorando o sacrifício feito pelos servidores em um ano marcado pela precariedade.

"Nossa pauta já foi protocolada meses atrás e nós não tivemos negociação durante o ano. Foi um dos piores anos que o servidor passou. O pagamento estava em dia, mas no setor faltava produto de limpeza e o servidor trazia de casa. Faltou insumo no hospital. A população não sabia, mas o servidor estava ali trabalhando, segurando a bronca em silencio.", declarou a presidente.

​Cristina enfatizou o esforço hercúleo da categoria para evitar o colapso dos serviços essenciais, muitas vezes cobrindo falhas de gestão e de empresas terceirizadas:

"Faltou café, o trabalhador trazia. As escolas traziam produtos de limpeza de casa para que nada afetasse a população. Quando os contratos terceirizados não foram pagos e as empresas foram embora, quem 'segurou o piano' foi o servidor. E agora, no momento da negociação... nos deparamos com um projeto que desce sem a mínima discussão e respeito com a categoria que se manteve de pé na linha de frente."

Mobilização na Câmara

​O cenário exposto pela presidência reforça que a luta vai além do percentual no contracheque; é uma luta por reconhecimento e respeito institucional. O projeto atual, embora traga ganho real, chega manchado pela falta de diálogo em um ano onde o servidor foi a única barreira entre a crise administrativa e o atendimento à população.

​O Sindicato convoca a categoria a transformar essa indignação em presença. A discussão continua e o ponto de encontro já está definido: até quinta-feira 11 de dezembro as 18 horas , nos encontramos na Câmara Municipal. A pauta do ticket de R$ 1.000,00 e a exigência de respeito permanecem inegociáveis.

Este texto é uma produção original