Itapira, 20 de agosto de 2025 – A vereadora Professora Marisol (REP) assumiu interinamente a presidência da Câmara Municipal de Itapira durante a 26ª sessão ordinária, realizada em 14 de agosto.
A substituição ocorreu devido à ausência do presidente da Casa, Carlinhos Sartori (PSDB), que participou, juntamente com os vereadores Carlos Briza (PP) e Rogério do Allan Kardec (REP), de missão oficial na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Na capital, participaram da sessão solene que homenageou o presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Antônio Roque Citadini, com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo.
Durante a sessão, Marisol conduziu os trabalhos ordinários da Câmara, deliberou sobre matérias de interesse público e nomeou o vereador Fábio Galvão dos Santos (PSD) como segundo secretário ad hoc. Em pronunciamento, destacou a importância da transparência e da eficiência na condução das atividades legislativas.
“É uma honra poder contribuir com o fortalecimento do Legislativo e atuar em nome da população de Itapira, com responsabilidade e respeito às regras institucionais”, afirmou a vereadora.
Contexto da representatividade feminina
Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, cerca de 81,8 milhões de eleitoras entre aproximadamente 156 milhões de votantes. Apesar disso, a presença feminina nas casas legislativas permanece limitada. Na Câmara dos Deputados, 91 deputadas foram eleitas em 2022, representando 18% dos 513 assentos. No Senado Federal, 16 mulheres ocupam atualmente assentos de um total de 81, equivalente a 19,8%.
No âmbito municipal, os números também são reduzidos. Nas eleições de 2024, 720 prefeitas foram eleitas, correspondendo a 15% do total, e as mulheres representaram cerca de 16% dos vereadores eleitos nas câmaras municipais. Dados específicos sobre o eleitorado feminino em Itapira ainda não estão disponíveis, mas a projeção segue a média nacional, com predominância de eleitoras em relação a eleitores.
Violência política de gênero
O contexto político brasileiro ainda registra episódios de violência política contra mulheres, que incluem intimidação, ataques verbais e constrangimentos que dificultam a participação feminina em cargos eletivos. O TSE possui canais de denúncia e monitoramento para casos de violência política de gênero, reforçando que tais práticas são ilegais e atentam contra a democracia.
A assunção interina de Professora Marisol representa, portanto, não apenas uma continuidade administrativa da Câmara, mas também a presença efetiva da mulher em espaços de decisão e liderança institucional, reforçando a importância da participação feminina na política municipal.
